Guitarra Portuguesa

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Artista: Vários
Título: GUITARRA PORTUGUESA
Formato: CD (Booklet português/inglês)
Género: World Music/Guitarra Portuguesa
Duração total: 01:15:18
Nº de Catálogo: SM013-CD
Código de barras: 5606562620288
Data de lançamento: 05.11.12

No disco Guitarra Portuguesa podemos escutar 25 interpretações à guitarra e viola por alguns dos grandes mestres que fazem parte da cultura e do imaginário de Portugal.
Este trabalho exemplifica bem o vasto repertório que pode ser interpretado por estes instrumentos de cordas como variações, rapsódias, baladas, fados e outros temas populares.


Apesar de não existir nenhuma obra que congregue todos os grandes executantes destes instrumentos, este trabalho consegue ser bastante representativo, evidenciando as diferentes linguagens de Lisboa e Coimbra. Uma boa personificação da linguagem lisboeta são as guitarras de Jaime Santos, José Nunes, Raúl Nery ou Francisco Carvalhinho e as violas de Martinho D’Assunção, Santos Moreira, Alfredo Mendes ou Miguel Ramos, enquanto a grande escola coimbrã fica aqui representada com a mestria de Carlos Paredes e do seu pai Artur Paredes ou de António Portugal nas guitarras e Fernando Alvim, Arménio Silva, Manuel Pepe ou de Levi Baptista nas violas.
É fundamental salientar a mestria com que são acompanhados em alguns dos temas nas violas baixo pelos seus pares como o Professor Joel Pina, entre outros.
Alguns destes magos tiveram carreiras brilhantes a solo, enquanto outros se tornaram nomes de referência no
acompanhamento dos maiores artistas do fado, mas todos se revelaram inspiradores para todas as gerações sucessoras.


Um pouco de história: GUITARRA PORTUGUESA


De acordo com estudos efetuados por alguns estudiosos e instrumentistas como Pedro Caldeira Cabral ou António Portugal e outros, a origem da guitarra portuguesa remonta aos fins do século XVIII, resultado da fusão entre o cistro europeu ou cítara - cordofone comum em toda a Europa Ocidental e a guitarra inglesa que terá chegado a Portugal pela cidade do Porto via intercâmbios comerciais com os ingleses.
Por sua vez, Carlos Paredes em estudos que realizou refere que a guitarra portuguesa tem origens na cítola, instrumento da idade média inventado anteriormente ao cistro, tendo afirmado "Instrumento musical a que chamamos hoje guitarra portuguesa … foi inventado em Inglaterra na segunda metade do século XVIII". Como esta matéria não reúne consenso comum, existe ainda outra corrente que sugere uma origem árabe na idade média na guitarra mourisca.
Facto é que a guitarra portuguesa é um instrumento de cordas tradicional português, identificável em qualquer parte do mundo pela sua sonoridade inconfundível. Desde os primórdios que é um belíssimo instrumento de concerto com repertório próprio, apesar de ser o instrumento de eleição no acompanhamento do fado, ao qual se juntou definitivamente a partir da segunda metade do século XIX.
É um instrumento de fabrico artesanal construído com madeiras e materiais nobres, as suas principais características são: as 12 cordas de aço dispostas em 6 pares ou ordens, o cavalete móvel em osso, a caixa-de ressonância redonda, o pequeno braço com a voluta ornamentada e a cravelha em forma de leque, os embutidos de madrepérola ou os ornamentos na própria madeira.
A sua sonoridade é única e de difícil descrição com um timbre brilhante com grande profundidade de agudos, próprio de instrumento solista. Muitas vezes no seio fadista para descrever a sonoridade utilizam-se verbos mais relacionados com emoções como "chorar", "gemer", "trinar", "entoar", "rimar", "vibrar", "cantar" ou "enternecer".
No que respeita a construção as duas variantes mais utilizadas são a guitarra de Lisboa e a guitarra de Coimbra. Visualmente são de fácil distinção pelas diferentes volutas, a de Lisboa tem forma de caracol enquanto a de Coimbra tem forma de lágrima. O corpo e o braço da guitarra de Coimbra têm dimensões ligeiramente superiores, conferindo-lhe um som mais encorpado com maior volume e menos agudo. As afinações também são diferentes, a afinação da guitarra de Lisboa é (Si, Lá, Mi, Si, Lá, Ré) da nota aguda para a mais grave, enquanto a sua congénere de Coimbra afina um tom abaixo (Lá, Sol, Ré, Lá, Sol, Dó).
Todas estas singularidades fazem deste instrumento um ícone da cultura portuguesa.

Carlos Paredes – Serenata

Conjunto de Guitarra de Raúl Nery – Lisboa ao entardecer

Domingos Camarinha – Nocturno

Jorge Fontes – Melodia triste

Casimiro Ramos – Variações em Mi menor

José Nunes – Variações em Lá menor Nº2

Francisco Carvalhinho – Fado canção

Carlos Paredes – Danças portuguesas Nº1

Eduardo Melo e António Portugal - Morena

Jaime Santos – Fado velho

Francisco Carvalhinho – Recordações - Rapsódia

Artur Paredes e Carlos Paredes – Passatempo

Casimiro Ferreira, António Portugal e Eduardo Melo – Variações em Ré menor

Jorge Fontes – Lamentos da minha guitarra

Quarteto de Guitarras de Martinho D’Assunção – Tudo isto é fado

Jaime Santos – Marcha fadista

Carlos Paredes – Variações em Si menor

José Nunes – Variações no Fado Lopes

Domingos Camarinha – Variações sobre fado corrido

Guitarristas Privativos da Estoril – Variações em Ré

Quarteto de Guitarras de Martinho D’Assunção – Fado Faia

Conjunto de Guitarra de Raúl Nery – Motivos regionais

António Portugal e Jorge Godinho – Variações em Lá maior

Artur Paredes e Carlos Paredes – Rapsódia Nº2

Carlos Paredes – Variações em Lá menor

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